Economia colaborativa, embarque nessa!

Economia colaborativa: embarque nessa

A economia colaborativa já é uma realidade e uma forma de nos organizarmos em sociedade. Por que não trocar um produto e serviço com uma pessoa ao invés de comprá-los de uma grande corporação? Por que não escolher acessar ao invés de adquirir? Por que não dividir ao invés de acumular?

Pegar uma carona com alguém que não conhece, mas que vai para o mesmo local que você? Oferecer uma habilidade sua, como aula de guitarra, em troca de algo que você precise, como a revisão de um texto ou uma orientação jurídica? Oferecer seu lar para hospedar e cuidar de um cãozinho e ganhar por isso? Viajar e economizar compartilhando os lugares vazios do seu carro com outros passageiros? Compartilhar ou obter conhecimento por meio do empréstimo de livros?

Todas essas já são alternativas possíveis na sociedade em que vivemos hoje através de redes como BliiveDog HeroBlaBlaCar e Bukaholic. A economia colaborativa está ganhando cada vez mais adeptos no Brasil e no mundo. Afinal, por que não compartilhar um bem ao invés de incentivar sua produção desenfreada?

Disponibilizar um quarto vago em seu apartamento para aluguel no AirBnb com o intuito de conhecer novas pessoas e culturas ou fazer uma renda extra é uma forma de economia colaborativa.

Do outro lado, tem um viajante buscando ter uma experiência maior como habitante local através de um aluguel de um apartamento e que não se importa em fazer seu próprio café da manhã ou em não ter um serviço de quarto.

Alternativas que fomentam a economia colaborativa estão crescendo cada vez mais e transformando a maneira como consumimos.

Já é possível, por exemplo, compartilhar refeições com desconhecidos através de iniciativas como o Meal Sharing e o Dinneer, sites que conectam pessoas que buscam ter uma nova experiência gastronômica com anfitriões que querem oferecer refeições em sua própria casa. Você pode experimentar a culinária local na casa de um local enquanto viaja pelo mundo ou novos sabores na sua própria cidade.

Outro exemplo é o Obvious, portal colaborativo onde pessoas comuns podem disponibilizar seus textos e têm a chance de serem lidas pelo grande público. Em contrapartida, o portal gera conteúdo com maior rapidez, atraindo, assim, mais leitores e visibilidade, e, consequentemente, anunciantes.

Um projeto colaborativo beneficia sempre os dois lados

Recentemente disponibilizei meu carro para aluguel no Fleety, site que coloca em contato pessoas que gostariam de locar um veículo com donos de carros parados na garagem (Estilo o AirBnb, mas com carros). A maioria das pessoas com quem comentei disse que as pessoas iam trocar as peças do veículo, usá-lo para assaltos, etc. Mas meu feeling dizia que se nunca tentarmos nada por acreditar que o brasileiro é assim ou assado ou que no Brasil isso nunca daria certo, mas na Europa blá blá blá, nunca iríamos evoluir. Então, disponibilizei meu carro… E, até o momento, gostei das experiências que tive!

Outros exemplos de projetos colaborativos

Projeto Gaveta

Uma outra iniciativa da qual participei foi o Projeto Gaveta, movimento que visa conscientizar as pessoas para um consumo mais sustentável. Eu separei 17 peças do meu guarda-roupa e enviei para eles. Sabe aquelas peças que estão no cabide ou na gaveta esperando você perder uns kilos extras (Quase toda mulher tem uma dessas!) ou que você não usou nas últimas quatro estações, mas acha que talvez use no próximo verão? Por que não passá-las para frente e ter a possibilidade de adquirir novas peças de pessoas que estão na mesma situação? Ao enviar suas peças para o projeto, você recebe moedas fictícias para trocar por outras peças no dia do evento.

Aluguel e compartilhamento de vestidos de festa

Sabe aquele vestido de festa que você comprou para ser madrinha em um casamento e está guardado no seu armário desde então? A My Open Closet permite que você possa alugá-lo, desocupe espaço do seu guarda-roupa e ainda ganhe uma grana extra.

Empréstimo de coisas entre vizinhos

O Tem Açúcar? é uma outra plataforma que testei a pouco tempo e permite o empréstimo e doação de coisas entre vizinhos. Você pode pegar emprestado uma furadeira ou uma bomba de ar para bicicleta, por exemplo. Afinal, você não precisa da furadeira ou da bomba de ar, mas do furo e do pneu calibrado.

O consumo colaborativo fala de troca, de consumo consciente, de generosidade, de ser mais e possuir menos, de compartilhar, de se doar para novas experiências, de conhecer gente nova, de evolução e, sobretudo, de se conectar com o outro.

Camila Cacau

Apaixonada por Marketing e Comunicação. Acredita nas pessoas, nas amizades e em um mundo mais colaborativo. Gosta das boas reuniões com a família e os amigos e de andar pelo mundo afora. Tem entre suas paixões compartilhar poesia de rua no @vozesdacidade e conhecer novas realidades e pessoas interessantes. Acredita que a realidade é o melhor lugar para sonhar!

1 Response

  1. Nathan Roberto de Oliveira Cunha says:

    Bukaholic é o melhor deles, aprovado , recomendo a todos!

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